Jornalistas sugerem ações para cobertura qualificada

Com a participação de Giselma Omilê, coordenadora da ONG Kilombo, o Curso de Comunicação, Saúde e Direitos para as Mulheres, turma jornalistas, foi encerrado ontem em Natal, Rio Grande do Norte. Hoje a ação, promovida pela ONU Mulheres prossegue com a turma para comunicadoras, comunicadores e ativistas.

Durante a conversa com as  jornalistas, Giselma Omilê apresentou os programas direcionados à população negra realizados pela Kilombo, que foi fundada em 1989. São projetos na área de saúde, de afirmação de identidade e combate ao racismo e intolerância religiosa.

Jornalistas durante atividade pedagógica

“Recentemente tivemos um caso de intolerância religiosa em transporte público. Membros das religiões de matrizes africanas são frequentemente hostilizados em trens e ônibus, sobretudo mulheres e homossexuais. Estamos com um material pronto pensando em estratégias de como transformar essa denúncia em uma ação que também sirva como educativa”, afirmou a coordenadora.

Na atividade pedagógica, realizada em seguida à entrevista com Giselma Omilê, a demanda apresentada serviu de inspiração para que os grupos de trabalho criassem projetos estratégicos para responder a esta e outras questões abordadas durante o curso.

A turma de jornalistas também participou de uma atividade pedagógica após conhecer as ferramentas do Google News Lab, uma plataforma voltada para incentivar a produção de informação qualificada.  A apresentação foi realizada por Marco Túlio Pires, coordenador do Google News Lab no Brasil.

 

Parceria   

O Curso em Comunicação, Saúde e Direitos das Mulheres é resultado de um projeto de cooperação entre a ONU Mulheres e a Fundação Ford com o apoio de entidades parceiras como a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). A iniciativa é voltada para incentivar e qualificar a cobertura sobre a realidade das mulheres vulneráveis à tríplice epidemia de arboviroses (dengue, chikungunya e zika vírus).

Os impactos destas doenças e o seu envolvimento com os direitos sexuais, direitos reprodutivos, prevenção e eliminação da violência contra as mulheres estão diretamente articulados aos direitos à comunicação e empoderamento político e econômico. No caso da turma para jornalistas, o curso retoma uma parceria entre a FENAJ e a ONU Mulheres iniciada em 2011  com o curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas.

 

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